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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Diario de viaje, Camaguey, campismo, 09/02/2008

Hoy la mañana amaneció muy linda, y hasta fría. La luz proyectándose sobre el césped y áboles, sumada a la niebla, daban una sensación de felicidad.

Os jovens têm disso de querer parecer superior. Es el orgullo infantil.

Hoy aprendí a andar en los zancos, sólo; sólo no aprendí a descender.
Hoy también cuspí fuego. Se rieron de mí porque escupen muy bien, y yo sólo lo había hecho una vez.
Estoy muy feliz con este encontro humano. Me gusta esta gente.

Hoy me tiré en un río; en el camino sentí la sensación de felicidad, viendo el campo de marabú y los tres amigos adelante.
Hoy pude leer también.
Aquí todo es precario. Los cubanos están acostumbrados con la falta, con la carencia, con apenas una opción, con las moscas en las comidas y en las bebidas; están acostumbrados con poco, con confeccionar sus aderezos, su artesanía; con elaborar su bebida, están acostumbrados con ser mal atendidos en todos los servicios del Estado...

nunca me esquecerei daquelas pessoas. Nunca me esquecerei especialmente de Rei, pois este encontro valeu minha viagem.
Él venía con mucho interés en hacer amistad, en escucharnos, en conversar. y es un ser humano, y es un ser humano.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

CUBA, AOS QUE NAO FORAM

Cuba se tornou um país excepcional, que reúne muitos paradoxos. Há duas moedas, uma que vale 24 vezes o valor da outra. Há dois comércios, o que vende em uma e o que vende em outra moeda. O da moeda mais forte possui os produtos importados, de melhor qualidade, mas também alguns básicos que costumam faltar no da moeda popular. A partir daí Cuba começou a dividir-se socialmente entre aqueles que podem disfrutar do mercado importado e os que não o podem. Maneiras de ascenção social: comerciar de alguma forma com a moeda mais forte, usada majoritariamente e a princípio pelos turistas - há todo um mercado de qualidade armado para estes. Outra maneira de ascenção é possuir um parente no exterior que lhe envie uns 50 dólares por mês, o que equivale a dois meses de trabalho em Cuba.



Estando aqui percebo que meu país é muito rico, abundante, mas também problemático. Em Cuba falta papel (higiênico, sulfite e guardanapos), sabão em pó e outros produtos, dependendo da época, mas não se passa fome, nem há criminalidade, tal qual a conhecemos (furtos há muitos, devidos às carências), nem mortalidade infantil, desnutrição, trabalho infantil. Isto presenciei com meus próprios olhos. Ao contrário, aqui o Estado é forte, o policiamento é respeitado e é fortíssimo - a cada esquina há um policial atento, olhando por dentro dos seus olhos. Há muitas escolas, muitas crianças indo a escola, todas uniformizadas, caminhando pela cidade para aulas práticas. Há muitos espaços públicos, praças e parques belamente conservados. Sobre os esportes nao é necessário falar, possuem amplos espaços e incentivos para as práticas.



A educação tem sua falha no que tange à ideologia, já que a revoluçao tornou-se um dogmatismo incontestável cheio de heróis. Mas de fato tiveram sua glória e sua integridade. Não conheci nunguém no interior que não trouxesse no coracão uma pureza virginal relativa à revoluçao e seus heróis. O militarismo também é altissonante e isto se vê pela potência atlética do país, por sua pontulaidade e corpos subservientes.



Quanto a questão cultural e artística, parece ser tão difícil como no resto da américa latina devido à tradiçao escravocrata e colonial, mas ouso dizer que Cuba está a frente de nosso país em participaçao e dedicaçao às artes. E eles têm mais tempo, se dedicam só à arte, e nãoo sofrem a opressão que sofremos do consumismo.



Com respeito às classes sociais, estar no interior de Cuba de certa forma é como se estivesse em uma sociedade latino-americana no início da sociedade de consumo. O chuveiro elétrico ainda é privilégio de poucos e os automóveis também - carroças, charretes e bicicletas abundam. O desejo humano de ser melhor que o outro, de ser superior ao outro aqui é assumido por alguns signos: o ouro nos dentes, colares e orelhas é usado por todos os "níveis" culturais; as roupas de "grife" são usadas pelos mais desinformados, além do gosto por eletroeletrônicos e enfeites da china.



Por fim, somos latinoamericanos e 50 anos de "igualdade" e educação massiva não poderiam nos tirar do deserto letrado que nos encontrávamos; por isso, não econtrei a tradição artística e cultural que imaginava.